quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Gracia!
Nestes dias estou passando aqui pelas terras do Nordeste de tantas "pedagogas" companheiras que fazem parte de um sonho. Sabe quando vou conhecendo cada uma de vocês vejo-as como parte de um movimento, como início de uma possível revolução. Conheci Ana Marta - vida nos olhos, olhos na vida! Quantas coisas tenho visto, conversado e imaginado no broto da realidade aqui neste chaão de universos tantos. Agradeço sempre a cumplicidade e criticidade de Viviana. Salve a ex-istência que nos equaciona na necessidade do outro. Viver é estar fora de si, é doar-se, é encontrar-se num lugar e coisa que não somos nós. Sabe, vocês têm um elemento que as tornam privilegiadas, que são: o aroma das pessoas, o gosto da prática. A fórmula do acreditar e do esperançar passa pelo sempre pelo outro. Ah! Diga-se de passagem, bom ver Fabíola invadindo este espaço novamente e no blog das "práticas inovadoras", é disso que precisamos doar práticas e incendiar a "inércia" do sistematizar e publicar. Inté! Cordialmente, Fábio.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
TEXTO SEM NOME
Pensar processos, questões... relativizar. Buscar compreender, trabalhar realidades, fortalece-las! Auxiliar na construção de gente mais gente, cientes de seus direitos e deveres, ciente da luta travada diariamente por uma vida mais justa, digna... luta nossa, enquanto gente, agente de transformação, preocupantes, pensantes, indignados.
Realidade que muda no coletivo, que se reinventa...
CABE AQUI AS CONTRIBUIÇOES TEXTUAIS DE CADA MEMBRO DO GIP... EDITE E CONTRIBUA!!
BEIJOS
FABÍOLA
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Indicadores: compromisso com a qualidade
Estamos em processo... indicadores aplicados, é hora de mensurar as dificuldades! Questionários com perguntas fora da nossa realidade, perguntas com dupla compreensão, quantitativo, compilação!!
Foi um trabalho de se colocar "o pé no barro", onde as educadoras sociais conversaram com os atores de suas respectivas comunidades... mas foi (e está sendo!) gratificante... o reconhecimento do trabalho, as grandes e pequenas transformações, mas tão significativas!! Nossos tantos e necessários alinhamentos. Estamos em fase de compilação, ainda nos perguntando como mensurar uma nota à algo tão subjetivo.
É uma construção, como no mosaico... cada peça com sua especificidade mas que no conjunto forma uma obra belíssima!
Todo dia é um novo recomeço!
Acordar, recomeçar... ter tempo de esculpir o dia que está apenas começando. Buscar, ousar, inovar, querer, desejar, viver.
Pensar em meus conceitos, minhas vontades e verdades? Fazer acontecer!
Pensar que todo dia é um exercício, um ato de reflexão-ação-reflexão dos erros e acertos, um novo planejamento para o que não deu certo, é a busca de novas alternativas para o velho problema... todo recomeço é um experimento, uma incansável tentativa de colorir, descolorir, de descobrir novas combinações: o nascimento de outras cores, na paleta de ideias, é o enxergar de novos e belos horizontes ainda imperceptíveis ao olhar, reinventar os velhos conhecidos, as inúmeras possibilidades de explorar territórios...
Educar, participar, compartilhar, trabalhar, amar... conjugação obrigatória no tecer do dia, nas múltiplas teias, redes...
É isso gente, VOLTEI!!!
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Garantindo Qualidade...
O processo que estamos vivenciando agora é muito rico em termos de discussão para o nosso grupo, onde já posso sentir uma gradual ação de construção e crescimento. Uma das minhas maiores inquietações na aplicação de nossos indicadores era o “fazer coletivo”, para a implementação efetiva desse processo que deve ser tão rico e coerente.
Através de uma discussão coletiva defenderemos um interesse que se faz mútuo, onde podemos junt@s nos orientar e nos apropriar desta prática para que o processo de reflexão seja refletido em nossa ação.
E nessa constante corrida em busca da “qualidade” gostaria de compartilhar com vocês uma canção que muito me sensibilizou neste processo:
Cordão
Chico Buarque
Ninguém,
Ninguém vai me segurar,
Ninguém há de me fechar
As portas do coração.
Ninguém,
Ninguém vai me sujeitar
A trancar no peito a minha paixão.
Eu não,
Eu não vou desesperar,
Eu não vou renunciar,
Fugir.
Ninguém,
Ninguém vai me acorrentar
Enquanto eu puder cantar,
Enquanto eu puder sorrir.
Ninguém,
Ninguém vai me ver sofrer,
Ninguém vai me surpreender
Na noite da solidão,
Pois, quem
Tiver nada pra perder
Vai formar comigo o imenso cordão.
E então,
Quero ver o vendaval,
Quero ver o carnaval,
Sair.
Ninguém,
Ninguém vai me acorrentar
Enquanto eu puder cantar.
domingo, 1 de novembro de 2009
लाÇओस
Olá queridas(o) companheiras(o), novembro chegando já com sabor de festas e nós nos quatro cantos do Brasil e porque não nos quatro cantos do mundo nos preparando para comemorar junto com os nossos, todo o sucesso alcançado ao longo do ano. É relevante frisar a importância e a contribuição de cada um para que chagássemos onde estamos. Eu em particular agradeço aos meus colegas dessa caminhada árdua, mas, porém simbólica, por tudo, mas tudo mesmo que fizeram para fortalecer o trabalho. Esperamos que a cada dia tudo se firme cada vez mais, pois um grupo consolidado é um grupo fortalecido, seguro e que ninguém derruba. Forte abraço em todos.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
desejos
Queridas Pessoas...
Estive pensando em como reacender nossas idéias, em como retomar nosso processos...e pensei que tudo tem relação com desejo...Estou mandando um trechinho de um livro de Rúbem Alves... pra gente se provocar e pensar junto...quem quiser ler o livro me manda e-mail que eu envio...
cheiro
vivi
Perguntas de criança...
Há muita sabedoria pedagógica nos ditos populares. Como
naquele que diz: “É fácil levar a égua até o meio do ribeirão.
O difícil é convencer ela a beber a água...”. De fato: se a égua
não estiver com sede, ela não beberá água por mais que o
seu dono a surre... Mas, se estiver com sede, ela, por vontade
própria, tomará a iniciativa de ir até o ribeirão. Aplicado à
educação: “É fácil obrigar o aluno a ir à escola. O difícil é
convencê-lo a aprender aquilo que ele não quer aprender...”.
Às vezes eu penso que o que as escolas fazem com as crianças
é tentar forçá-las a beber a água que elas não querem beber. Brunno
Bettelheim, um dos maiores educadores do século passado, dizia
que na escola os professores tentaram ensinar-lhe coisas que eles
queriam ensinar mas que ele não queria aprender. Não aprendeu e,
ainda por cima, ficou com raiva. Que as crianças querem aprender,
disso não tenho a menor dúvida. Vocês devem se lembrar do que
escrevi antes, corrigindo a afirmação com que Aristóteles começa
a sua Metafísica: “Todos os homens, enquanto crianças, têm, por
natureza, desejo de conhecer...”.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
सौदादेस, Recomeçओ...
Queridas Companheiras
Setembro indo embora, outubro já apontando lá na frente...e chegando perto..
Meus votos para que possamos retomar nossas atividades, reordenar nossas vontades...e voltar a ser coletivo... hoje me chamou atenção a fala de Gmeiner:
"...Não saia do caminho...Não perca corações"
um cheiro,
vivi-igarassu-pernambuco..
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Um toque, uma palavra...
Em uma breve palavra digo um "olá" de companheiro! Quanto tempo hein?! Mas as vezes, é necessário o silêncio para que a busca pela comunicação aprimorada aconteça(rs. Como estará os igarapés em Manaus? E as pedras floridas de Caicó? E o mar hipinotizante de Joâo Pessoa? E Recife terá descoberto um outro artista? Sinceramente preciso saber com está cada pedaço de terra que representa, marcas de caminhada, chão de possibilidades, que a Organização Aldeias Infantis se faz e se projeta. Tenho acompanhado o blog e me perco na imaginação como estará o movimento que iniciamos? Terão entendido a proposta de poscionamento e mobilização? Como estarão os encontros virtuais, as nossas tão esperadas rodas? O grupo terá aprofundado o sentido de sua "existência"? E recordo-me um pensador do MST: "Sem comunicação não existe possibilidade de consciência e muito menos de ação". Este é o sentido nevrálgico, basilar, elementar e "alimentar" para este grupo. Olha espero nos encontrarmos no próximo encontro que vcs terão, para avaliarmos os "animos" e "desânimos" do grupo. Aguardo convite. Okey?! Cordialmente, Fábio Paes - SP.
Indicação
Queridas Companheiras
Mês novo chegando e nós aqui continuando nossa luta! Seja bem vindo setembro e tudo de bom que está ems eu bojo!!!
O motivo dessa postagem não é outro senão o desejo de compartilhar de um encantamento:
Desde a semana passada que as mães sociais e substitutas e eu, divididas em dois grupos fomos ao cinema assistir àquilo que se mostrou maior que um filme, se mostrou uma lição para nossas vidas...
O contador de Histórias, é fascinante, traz a história de Roberto Carlos Ramos, companheiro nosso, pedagogo, que de tanto que eu cito m parece até um parente íntimo...ver sua trajetória representada na telona, sob sua própria narração é momento raro e imperdível...
Assistam, vão com as educadoras, com seus companheirs, com amigos e amigas... assistam, é tremendo ver o que o afeto é caoaz de fazer, o que a educação pode transformar...
Não Percam!!!
Cheiro
Vivi
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Mergulho
Através da leitura desta iluminada obra Pedagogia dos Sonhos Possíveis, sinto-me “mergulhando” cada vez mais, no encanto da educação que transforma . Neste “mergulho”, começo a me questionar sobre as práticas diárias desenvolvidas no contexto educacional, práticas que levem ao “Fazer Sonhar”, que estimule a ousadia, ao inédito, ao desejado...
“Mergulho” que me faz vislumbrar o querer, que amplia possibilidades empreendedoras, que acredita no poder que o ser humano possui de alimentar os seus ideais utópicos, se libertando das correntes do preconceito, de formas de discriminação e injustiças. É impossível, então, não se indignar diante do que estamos vendo atualmente em nosso país, modelos de Educação que não levam em conta a reinvenção que supera práticas tradicionais e inquestionadas. Assumo uma atitude reflexiva e autoquestionadora em torno da práxis educativa, onde, dificilmente vislumbramos a transformação da realidade através do pensar e agir, no desejo de fazer diferente, pensando frente à liberdade do ser humano. É preciso antes de tudo manter viva a possibilidade de contemplar um futuro melhor, que possa transformar essa sociedade, numa sociedade mais democrática e mais justa.
Essa leitura me faz “mergulhar” nos sonhos de transformações que não devem ficar engessados diante do desafio. Abaixo o conformismos! Fica muito claro que devemos reativar os nossos sonhos, manter o vigor e a coragem para buscar as realizações, acreditando que os modelos de educação são possíveis.
Um único mergulho não faria alcançar tão grande sonho, devemos “mergulhar” em nossa prática, descobrir os limites, refletir sobre nossas ações com intensidade e compromisso buscando uma educação libertadora.
Porém, não basta sonhar. A utopia é necessária pois nos sensibiliza, nos move, para que estabeleça-mos uma prática coerente com o que acreditamos. Sabemos que o ritmo de mudança que desejamos, se encontra entravado, porém , no nosso cotidiano, podemos desenvolver ações que nos leve a transformar esse estágio de letargia que ora impera em alguns setores da educação.
“ Mestre não é quem sempre ensina , mas quem , de repente , aprende.” João Guimarães Rosa.Ana Marta Sousa Recife-Pernambuco
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
लिव्रोस, दिरेइतोस ऐ
Queridas Companheiras
Estava aqui lembrando de nossas conversas e de nosso desejo de otimizar nossa prática, para um fazer que vá para além do óbvio, que possibilite a reinvenção dos dias, que tragaa novidade para nosso sentir...
Encaminho para vocês o link de um site que é massa, que nos instrumentaliza e oportuniza o saber sem fronteiras...
http://www.dhnet.org.br
Cheiro,
vivi
quinta-feira, 30 de julho de 2009
दिया दा मुल्हेर नगर दा Améरिका लातीना ऐ ओ करिबे
Dia 25 de julho passado,trouxe em seu bojo uma das bandeiras da luta da população afrobrasileira: Dia da Mulher Negra da América Latina e do Caribe...
em 25 de julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-latinoamericanas e Afro-caribenhas em San Domingos, estipulou-se que esse dua seria o marco internacional da luta e da resistencia da mulher negra.
É preciso que cada vez mais pessoas dêem visibilidade e constribuam para a consolidação dessa data, tendo em conta a condição de opressão de gênero e racial/étnica em que vivem, explícita em muitas situações cotidianas.
é preciso tomar posição assumir um lado, nunca é demais lembrar que na década em 2004mulheres negras e indígenas fizeram uma aliança d eparentesco, sendo assim, ao falar da condiçãode opessão da mulher negra, não poderíamos deixarde falar nas companheiras indígenas.
É preciso mobilizar para que as políticas públicas incorporem o reconhecimento das diversidades, pois se o reconhecimento da dimensãode gênero na elaboração das políticas públicas em geral continua sendo muito lenta, a da dimensão racial/étnica é muito mais.
25 de julho, é a data construída para simbolizar quem somos e como vivemos enquanto negras.
Salve Dandara! Salve Luíza Mahin
Salve Dona Santa Salve Lia de Itamaracá
A luta Continua.
Viviana Santiago.Igarassu. Pernambuco
सोन्होस Possíveis
Sonhos Possíveis...
Ler Freire é como retomar uma conversa, conversa com nossos anseios, com nossos ideais e nossos desejos de mudanças...
É saber queali estaremos contemplando e interagindo com alguém que pensou, falou e agiu em nome da mudança, da superação dos estados de opressão a que todas e todos somos submetidos dia a dia...e fez isso não como um Dom Quixote errante, mas como alguém que sabia o valor da sua luta...
Cada página do livro nos inunda de um sentimento de urgência, de dizer que é precis já elencar, decidir, quas são nossos sonhos possíveis? E diantedessa escolha começar a fazer, a operacionalizara mudança... a mudança que perpassa por todos os cantos e inclui todas as pessoas, a mudança que é viva e produz vida...
Lendo o livro é inevitável não ser assolada por aquele desejod e comunicar, de chamar mais gente para ver, ouvir, conhecer essa proposta escrita de maneira tão simples mas carregando em si a possibilidade da complexa transformação...
Sonhos possíveis...Utópicos viáveis...essa é a nossa busca...
Viviana Santiago
Igarassu-Pernambuco
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Reflexão...
A certa altura da leitura, vi-me refletindo sobre as palavras do mestre Paulo Freire que me convida, num diálogo que estabelecemos, a (re) inventar suas palavras... como a mim mesma, porque entendo que sou sujeito histórico e, assim como o mundo, estou em constantes transformações.
As palavras escritas não me convencem na estaticidade, mas no movimento, na reflexão, no (re) fazer, no (re) significar... tudo me chama à coerência entre o que penso e como ajo e, principalmente, o que falo... as posturas que assumo em múltiplos espaços de participação, porque acredito que seja plausível o (re) pensar em mim mesma, o ato de reflexão-ação para se ter coerência com o que acredito.
E como é importante e necessária a modéstia... humildade em (re) conhecer o outro como ser “culturado”, mesmo aquele ou aquela que não apreendeu o mundo letrado mas que tem tanto a nos ensinar com a sua leitura de mundo... os meninos e meninas, em sua ingenuidade, em sua sabedoria infantil com olhos curiosos para explorar o que a rodeia e descobrir o quão é belo um beija-flor no jardim. É conseguir enxergar o já invisível aos olhos adultos, um mundo de possibilidades em espaços, cores, sonhos e utopias... precisamos resgatar a amorosidade ao próximo, querer bem aos homens e mulheres tão desacreditados em suas potencialidades por essa sociedade que se configura em cenário neoliberal, que nega o valor humano e serve ao “capitalismo selvagem”.
É preciso sonhar (e lutar!) por um mundo mais justo, para que um dia possamos enxergar igualdade, solidariedade, dialogicidade... é preciso aprender o dom da modéstia, de aprender a aprender e conceber o quanto se pode melhorar enquanto ser humano e pensar na horizontalidade projetando um futuro possível.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
TERRITORIALIDADE: (a) Revolução das Possibilidades
Inicio estas linhas na lembrança de diversas discussões, práticas, artigos, livros, seminários e Workshops que participei e indago: O que realmente é “territorialidade”? E porque este exagero de foco neste conceito, que tende a se transformar, em muitos meios e casos, num modismo epidêmico? Vamos para uma conversa solta e sem pretensão de uma definição “exata”(esta palavra é muito oportuna para a ironia intencional de nossa reflexão). “Território” tem a ver com "lugar", que para muitos tem uma significado de espaço e realidade metrificada. "Lugar", talvez seja um ótimo sinônimo para o que queremos expor nesta reflexão. Somos gerados e criados na essência de um "lugar". Tudo o que existe se transforma em matéria/realidade de um lugar. Por exemplo, a relação entre mãe e filho, educador com educando, amigo com amigo, vizinha e vizinho, amante com amado, é a materialização e concretização de uma realidade maior que as duas singularidades. Por isso, é na relação que se dá a possibilidade da existência de uma realidade e é na relação que temos a concepção, literalmente falando, de "lugar". Muitas vezes, concebemos "lugar" como um espaço geográfico materializado numa demarcação de "terra", quadra, sala, enfim, de uma coisa "pegável". A amizade pode ser agarrada é um elemento “pegável”? E a relação apaixonada entre um casal pode ser materializada pelo nosso toque? O supracitado Sant Exupéry assim, afirma: "O essencial é invisível aos olhos", e parodiando afirmamos: Aquilo que mais nos toca e nos atravessa em nossa rotina é impossível de ser agarrado. Quanto falatório hein?! Que miscelânea de lógicas e palavras. Tudo isto na tentativa de provocar a razão para uma perspectiva de desconstrução de seus paramentos, hipóteses e verdades. Ao falar de territorialidade, nesta discussão aqui iniciada, temos que superar a lógica habitual do cientificismo do início do outro século, que constrói tudo numa lógica matemática e previsível. Hoje o discurso tende a mudar, fala-se de criatividade do olhar, busca por possibilidades, concepções diversificadas e transitórias da realidade. A própria Física Quântica vem assolar as certezas da ciência até então professada, revelando que tudo o que parece ser, ainda não é, pois a realidade é um universo de possibilidades e submundos em mutação. O que falar então das ciências sociais e entre elas, da ciência educacional, que concebe a realidade (seres humanos, animais e vegetais etc.) como algo já dado, já pré-definido, pré-conceituado, conhecido e investigado. Estas formas necrófilas de concepção e posicionamento frente ao fenômeno da realidade e da vida como um todo encerra estágios de progresso e renovação de muitos processos presente no nosso cotidiano de vivência, trabalho. Por exemplo, a questão aqui discutida: TERRITORIALIDADE; matamos o fenômeno do território com uma visão primária e escolar de geografia e ignoramos que aquilo que imaginamos é uma faceta de um fenômeno maior. Neste processo a atitude de desconstrução, de busca incessante e de constante investigação é a grande "sacada" para a superação deste movimento de limitar e matar as possibilidades da realidade. O processo de compreender a territorialidade tem a ver com a capacidade do ser humano de despir-se sempre o seu olhar e a sua própria percepção, domesticada para poucas e escolhidas formas de ver. Hoje as Ong’s espalhadas pelo mundo inteiro , como meio de atuação e transformação, delimitam e identificam um Objetivo frente à realidade e um Público Alvo para as suas "intervenções". Com este “método” as ONG’s deixam de lado um mar de situações que geram diversos temas necessários e relevantes (e o pior, alguns nem percebem as “demandas” da realidade e implementam os seus diagnósticos e olhares subjetivos baseado num plano de trabalho frente a realidade). Eis a questão: como concebemos o "lugar” onde trabalhamos, vivemos e convivemos? Quais são os parâmetros e que compreensão métrica, geográfica eu tenho deste lugar? Consigo medir até aonde vai a minha percepção da realidade local? Eu percebo que a cada dia nasce a "novidade" da realidade em diversas teias e malhas minúsculas e gigantescas? Consigo perceber que tudo o que sei e canalizo em minha percepção ainda não é a percepção mais justa, ampla e autêntica da realidade? Como ajo diante desta infinidade de possibilidades, ou melhor, como me oriento para não perder o foco da inquietação e da constante procura pelos contornos invisíveis da realidade? Percebo que existem coisas que não estão presentes nos número estatísticos sociais, financeiros, relatórios e metas organizacionais? Eis o nó da questão até aqui problematizada. O que vejo? O que percebo? O que concluo? O que faço? O que imagino fazer? Já dizia um jovem cientista político: “A primeira grande ação é o saber perceber”. Hoje a sociedade sofre não por causa de uma percepção ingênua, livre, mas de uma percepção manipulada por outras percepções. Territorialidade é a equação da capacidade de inquietar-se. E toda inquietude gera procura, caminho, cenário de possibilidades, re-invenção de paradigmas, enfim, uma organicidade nas percepções e atitudes cotidianas. Este é o nosso “lugar”, uma malha de relações infinitas, basta perceber!
segunda-feira, 15 de junho de 2009
SÓ UM LEMBRETE DO QUINTANA
'A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo,
pois a única falta que terá,
será desse tempo que infelizmente não voltará mais.'
Mário Quintana
BJOS E SAUDADES A TODAS!
CRIS LAGO
LAURO DE FREITAS - BAHIA
quarta-feira, 27 de maio de 2009
TERRITORIALIDADE - Conceito
Territorialidade... Aquilo que pertence ao território considerado politicamente ao conjunto das leis e regulamentos que se aplicam aos habitantes de um dado território. Relação individual ou coletiva com um território considerado “apropriado” no sentido de tornado propriedade.
A territorialidade pode ser relativa a um espaço vivido, quanto a um sistema percebido no seio do qual um sujeito sente-se “em casa”, é entendida como uma projeção de nossa identidade sobre o território.
sábado, 23 de maio de 2009
Territorialidade......
Leva-nos a reflexão sobre o lugar onde estamos, onde moramos e a que lugar pertencemos, parte do micro para um macro tão próximo e tão possível!! O conceito de território permite várias definições. Do ponto de vista urbanístico, é aquela zona sujeita a uma qualificação no processo de planificação. Numa perspectiva mais política, é aquela extensão de terra que forma uma circunscrição política, ou que pertence a uma organização institucional (município, paróquia, província, região, nação, estado, etc.). Neste sentido, a territorialidade é a que dá condição ou qualidade territorial em relação a um determinado país a um determinado lugar. E ainda... dando a idéia de uma porção de superfícies sujeitas a serem apropriadas por indivíduos que lutam para realizarem toda e qualquer atividade para melhorias de seu povo. Esta seria a noção mais próxima e conveniente para ser utilizada nas ações de luta contra a exclusão social, porque inclui a idéia da necessidade da sua apropriação e de pessoas que pretendem intervir e conquistar melhorias para o seu povo. Estas definições nos convidam à análise das relações entre mobilizações, atuações, localização, conquistas e a distribuição legal do espaço ao qual pertencemos.
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